Avala ergue-se mesmo às portas de Belgrado, uma colina com uma torre de betão no topo, visível a partir de grande parte da cidade num dia limpo. A torre não esteve ali de forma contínua. Foi destruída uma vez e reconstruída para parecer quase exatamente como era antes, e as duas metades dessa história fazem parte do que se vem ver.
Vem-se aqui sobretudo pela vista sobre a planície e os seus dois rios, mas a colina tem mais para oferecer do que uma vista. Um monumento aos soldados desconhecidos da Primeira Guerra Mundial partilha o mesmo cume, a uma curta caminhada da própria torre, e nenhum dos dois demora muito a alcançar depois de feita a viagem a partir da cidade.
Resumo. A torre reconstruída tem 204,68 m de altura, com um miradouro ao ar livre a 122 m. Um bilhete normal custa 400 RSD, 200 RSD com desconto para alunos, estudantes e reformados, e um valor simbólico de 1 RSD para crianças até aos 7 anos, pessoas com necessidades especiais e o seu acompanhante, e guias licenciados. O miradouro abre das 09:00 às 20:00 de abril a outubro, e das 09:00 às 18:00 no resto do ano. Avala fica a cerca de 16 km do centro de Belgrado; o estacionamento é gratuito, mas não está confirmado nenhum autocarro público diurno até à colina, pelo que a maioria dos visitantes vai de carro ou de táxi. Não é necessária marcação para uma visita individual.
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Quanto custa subir
Todos os visitantes pagam um de três preços publicados, seja qual for o dia da visita. O operador da torre, a Emisiona tehnika i veze (ETV), vende bilhetes apenas na bilheteira junto à base da torre, e a mesma lista de preços em três níveis repete-se, palavra por palavra, tanto na página geral de informações como na página específica de preços, pelo que não há aqui qualquer discrepância a assinalar.
| Bilhete | Preço | A quem se aplica |
|---|---|---|
| Normal | 400 RSD | Adultos |
| Reduzido | 200 RSD | Alunos do ensino básico e secundário, estudantes, reformados |
| Simbólico | 1 RSD | Crianças até aos 7 anos, pessoas com necessidades especiais e um acompanhante, guias turísticos licenciados com identificação |
O bilhete simbólico não é gratuito. Tem um preço de um dinar, em vez de ser dispensado, pelo que convém contar com ele mesmo sendo um valor nominal, e abrange três grupos bastante distintos: crianças até aos 7 anos, pessoas com necessidades especiais e o respetivo acompanhante, e guias turísticos licenciados que possam apresentar identificação. Não é publicada nenhuma tarifa familiar nem qualquer bilhete combinado com outro local, pelo que uma família de quatro pessoas paga a soma das categorias individuais aplicáveis. É possível pagar em dinheiro ou com cartão, sendo aceites Dina, Visa e Mastercard, e o operador não menciona em lado nenhum a possibilidade de compra online, pelo que convém prever o pagamento na própria bilheteira.
Não é necessário reservar com antecedência para uma visita individual. Aos grupos, seja uma visita escolar, uma agência de viagens ou uma saída de empresa, pede-se que contactem a torre com antecedência, para que a equipa possa organizar um horário.
Quando abre o miradouro
Os horários seguem um padrão simples de duas estações, publicado tanto na página de informações da torre como na lista de preços. De 1 de abril a 31 de outubro, o miradouro recebe visitantes das 09:00 às 20:00. De 1 de novembro a 31 de março, esse horário encurta para as 09:00-18:00. Nenhuma das páginas indica qualquer exceção para feriados, pelo que os mesmos horários parecem manter-se também nesses dias.
O vento pode encerrar o miradouro sem aviso prévio. O operador suspende temporariamente o miradouro ao ar livre em rajadas extremamente fortes, por razões de segurança dos visitantes. Não é publicado nenhum limiar de velocidade do vento, pelo que não é possível prever um encerramento a partir de uma previsão meteorológica. Antes de partir, sobretudo num dia de vento forte, convém verificar o site ou as redes sociais da torre.
Como chegar à torre
Avala fica a cerca de 16 km do centro de Belgrado. É disponibilizado estacionamento gratuito perto da entrada para todos os visitantes, o que torna a condução a opção mais simples para quem tem automóvel. Para quem preferir não conduzir, um táxi a partir da cidade leva diretamente ao mesmo parque de estacionamento gratuito, e o próprio número de contacto da torre, (+381) 66 877 76 55, está disponível para quem quiser verificar as condições antes de partir.
O próprio site do operador não descreve como chegar à torre, além de indicar o seu endereço postal, Avalski put BB, em Beli Potok, pelo que a maioria dos visitantes recorre a um trajeto de GPS ou ao conhecimento local de um motorista de táxi, em vez de indicações publicadas pela própria ETV.
Porque não há uma resposta simples de autocarro
Ao procurar uma linha diurna de autocarro para Avala na própria lista de linhas regulares da GSP Beograd, não se encontra nenhuma: nenhuma das linhas de elétrico, trólei ou autocarro verificadas indica Avala ou a sua localidade postal, Beli Potok. Existe uma linha noturna, a 401N, que liga Dorcol a Beli Potok e a Pinosava, e que, tal como o resto da rede urbana e suburbana de Belgrado, não cobra tarifa, mas não está estabelecido se essa paragem fica perto da própria torre ou apenas perto do centro da povoação de Beli Potok, e também não é publicada qualquer frequência. Enquanto essa lacuna não for esclarecida, o carro ou o táxi devem ser considerados a forma prática de subir, e qualquer opção de autocarro deve ser confirmada diretamente junto da GSP Beograd antes de a utilizar.

O que espera aos 122 metros
O miradouro ao ar livre situa-se a 122 m acima do solo, uma plataforma com cerca de 90 metros quadrados que contorna o eixo da torre. Ali estão instalados quatro binóculos fixos, e o operador descreve a vista, num dia limpo, como alcançando desde as colinas de Sumadija até à torre de Vrsac, do outro lado da planície, um trecho da Sérvia suficientemente amplo para que a mesma plataforma sirva também como ponto de orientação para qualquer outro lugar que se pretenda ver depois, a partir do solo. Um pouco mais abaixo, a 119 m, funciona um café-bar, com a sua própria vista sobre o pôr do sol. Os dois níveis estão separados por apenas três metros, o café por baixo e o miradouro ao ar livre por cima, pelo que passar de um para o outro é um pequeno passo, e não uma deslocação à parte.
Dois elevadores fazem a subida, e aqui o próprio site do operador contradiz-se. Uma página afirma que o trajeto demora 38 segundos, outra diz 40. Ambos os valores são publicados pelo mesmo operador e nenhum deles foi corrigido, pelo que convém considerar a viagem como demorando pouco menos de um minuto, e não fixar-se no segundo exato.

Porque há duas torres nesta história
A torre que hoje se sobe não é a mesma que ali esteve durante mais de três décadas. Foi destruída uma vez, e depois reconstruída para parecer quase exatamente como era antes, pelo que o que se vê a partir do solo é uma cópia, embora o que se sente sob os pés durante a subida seja engenharia inteiramente nova.
A torre que caiu em 1999
A torre original foi inaugurada a 14 de maio de 1965, com 202,87 m de altura, sendo então a décima torre mais alta do mundo e, segundo o seu operador, a única construída com aquela forma particular. Uma cápsula-restaurante chamada Panorama ocupava o seu interior a 118 m, e a estrutura transportou também dois canais de televisão de Belgrado e emissões de rádio FM ao longo das décadas seguintes. A 29 de abril de 1999, às 22:40, durante a campanha aérea da NATO, bombas guiadas por laser GBU-24 Paveway III atingiram uma das três pernas de suporte da torre. A perda desse único ponto de apoio derrubou toda a estrutura, que se desmoronou verticalmente sobre a sua própria base. Este relato provém da própria página histórica do operador, e não de um registo militar independente, o que vale a pena ter em conta como pormenor de enquadramento, ainda que o resultado, uma torre desaparecida da noite para o dia, não esteja em causa.
A reconstrução, mais pesada e mais forte
Um esforço de reconstrução seguiu-se poucos anos depois. Em 2005, uma campanha pública de angariação de fundos chamada “Izgradimo toranj” (“Vamos construir a torre”) reuniu contribuições de mais de um milhão de cidadãos, incluindo figuras conhecidas como Novak Djokovic e Ana Ivanovic, e foi tomada a decisão de reconstruir a torre visualmente idêntica ao original. A construção decorreu entre 2006 e 2009, com um betão armado de grau superior ao anterior, e a nova estrutura pesa cerca de 6.000 toneladas, praticamente metade a mais do peso original. Foi projetada para resistir a um sismo de magnitude 9 na escala de Mercalli e a rajadas de vento de 200 km/h, e reabriu em 2010, com 204,68 m de altura, graças a um mastro de antena mais moderno. O próprio betão foi também melhorado, passando da classe MB 40 original para MB 50, uma mistura de maior resistência em toda a nova estrutura. A ETV, que se descreve no seu próprio site como líder na infraestrutura digital da Sérvia, gere a torre desde novembro de 2010.

Um monumento que partilha o cume
Um marco distinto ergue-se no ponto mais alto de Avala: um mausoléu de granito que homenageia os soldados caídos pela liberdade na Primeira Guerra Mundial, conhecido como o Monumento ao Herói Desconhecido. Aldeões da zona envolvente ergueram o primeiro monumento aqui em 1922, sobre o túmulo de um soldado caído não identificado, um gesto local modesto que antecede a torre em mais de quatro décadas. O monumento hoje existente substituiu esse original em 1938, com projeto do escultor Ivan Mestrovic, no local da cidade medieval de Zrnov. Enquanto a torre marca uma obra de engenharia do século XX construída duas vezes, o monumento marca uma camada de memória mais antiga na mesma colina, de uma guerra travada décadas antes de qualquer uma das versões da torre existir.
Visitar com crianças, animais de estimação ou cadeira de rodas
O operador descreve todo o complexo, incluindo o acesso à torre, os elevadores e o próprio miradouro, como totalmente acessível a pessoas com deficiência e a pais com carrinhos de bebé. Trata-se de uma afirmação do próprio operador, e não de algo verificado de forma independente, pelo que, se uma cadeira de rodas fizer parte do plano de viagem e a acessibilidade for importante, vale a pena confirmar diretamente antes de viajar, usando os mesmos contactos indicados para uma reserva de grupo.
Os animais de estimação são permitidos na base da torre e nos campos desportivos próximos, mas não nos elevadores, no miradouro nem no café-bar, devido a normas de segurança e ao espaço limitado. Para quem viaja com um cão, convém prever que alguém fique com ele ao nível do solo enquanto o resto do grupo sobe.

Perguntas frequentes
É necessário reservar bilhete com antecedência?
Não, para uma visita individual. Aos grupos, como visitas escolares, agências ou empresas, pede-se que contactem a torre com antecedência, para que a equipa possa organizar um horário.
Como se paga o bilhete?
Na bilheteira junto à base da torre, em dinheiro ou com cartão (Dina, Visa, Mastercard). O operador não menciona qualquer opção online.
O que acontece se estiver vento no dia da visita?
O operador suspende temporariamente o miradouro ao ar livre em rajadas extremamente fortes. Não é publicado nenhum limiar, pelo que, antes de partir, convém verificar o site ou as redes sociais da torre, em vez de confiar numa previsão geral.
Quanto tempo demora a subida de elevador?
As próprias páginas do operador indicam dois valores diferentes, 38 segundos numa e 40 noutra. Ambos são publicados pela mesma fonte, pelo que se deve contar com uma viagem de pouco menos de um minuto, e não com um número exato.
Há mais alguma coisa para ver na colina?
Sim. O Monumento ao Herói Desconhecido, um mausoléu de granito de 1938, com projeto de Ivan Mestrovic, ergue-se no cume e é alcançado separadamente da própria torre.
É possível ver a torre e o monumento na mesma visita?
Sim, ambos se situam na mesma colina e nenhum demora muito a alcançar depois de lá se estar. A torre mantém os horários publicados acima; o monumento é um local memorial aberto, sem qualquer horário de visita publicado pelo operador da torre.
Nas redondezas
Avala combina naturalmente com uma estadia curta em Belgrado. Três dias em Belgrado aborda a cidade em si, e, como o transporte público até à colina não é uma opção simples, vale a pena consultar alugar um carro na Sérvia para quem preferir conduzir a depender de um táxi. De volta à cidade, deslocar-se em Belgrado explica a rede gratuita de elétricos e autocarros que se usa em todo o lado, exceto aqui, e Kalemegdan e a Fortaleza de Belgrado oferece, na mesma viagem, uma segunda vista do alto de uma colina, desta vez sobre os rios em vez da planície.
